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Frases Sínteses

  • A RESPONSABILIDADE DE NOTICIAR, COMO NOTICIAR OU NÃO NOTICIAR – Se o relato jornalístico da atualidade resultar de decisões corretas e honestas, conquistam espaço nas primeiras páginas os acontecimentos ou falas que com mais competência agregaram atributos de noticiabilidade. Mas é cada vez mais elevada a responsabilidade jornalística de publicar, como publicar ou não publicar, por causa da crescente complexidade dos interesses em jogo e das simulações que às vezes adulteram a verdadeira significação dos acontecimentos. E a pior fraude acontece quando as simulações são conscientemente criadas ou ampliadas pelos próprios jornalistas.

  • NOVOS PROTAGONISTAS NO MUNDO NOTICIADO – Nem só os poderosos sabem e conseguem utilizar os palcos da Notícia para agir no mundo e sobre o mundo. Nos fluxos e nas redes da globalização, ou seja, nos tabuleiros digitais dos embates políticos e sociais, também as vítimas e os fracos conquistam e exercem, cada vez mais, poderes de protagonistas. E em práticas de democracia participativa, com as armas da Notícia, avançam sobre as fragilidades da envelhecida democracia representativa. É o que se lê, o que se ouve e o se vê em jornais e telejornais de todos os dias.

  • DIFUNDIR PARA TRANSFORMAR – As tecnologias de difusão, muito mais do que as de produção gráfico-artística das mensagens, agregam força transformadora às ações discursivas que se soltam dos acontecimentos em forma de notícia, para, em tempo real e alcance planetário, desorganizar ou reorganizar o que está posto, nas coisas da vida. Assim, o poder de gerar efeitos políticos, ideológicos, econômicos, científicos, religiosos, e/ou culturais nas relações e estruturas sociais está cada vez mais com quem tem e sabe usar a capacidade de difundir o que diz quando age, e o que faz quando diz.

  • NÃO HÁ JORNALISMO SEM DIFUSÃO – No sentido que Otto Groth deu ao termo quando propôs a sua teoria de jornalismo, difusão é a característica constante do processo jornalístico que possibilita a qualquer um, portanto a todos, o acesso simultâneo às informações. Os tambores tribais e os arautos medievais foram formas primitivas de difusão. Agora temos os satélites, e tudo o que deles deriva ou para eles converge, em sistemas que universalizam a simultaneidade do acesso à informação. O jornalismo nunca foi tão forte nem tão importante, graças às tecnologias de difusão, que asseguram à notícia a rapidez da simultaneidade e a abrangência planetária.

  • O FEITO DO DITO – No mundo globalizado, movido a informação difundida em tempo real, dizer sem fazer é tão socialmente ineficaz quanto fazer sem dizer.